LIORA RAE CASPIAN

LIORA RAE CASPIAN [3,72m_T4]
67cm altura | 330gr/m2
100% algodão egípcio penteado
Hoje é a minha vez de me apresentar.
Sou a Ana Rita, tenho 37 anos (quase 38 – acho que sou a mais velha deste grupinho!!) e sou mãe de 2 meninos, um com 3 anos e outro com 1 aninho. A minha jornada no babywearing começou logo nas aulas de preparação para o parto durante a gravidez do mais velho, e embora o conceito não me fosse de todo desconhecido, despertou a minha curiosidade e abriu-me um novo mundo de possibilidades: dar colo não significa perder liberdade!
Comecei a carregá-lo porta-bebés não ergonómico, um pouch-sling muito bem recomendado (agora sei a falta que faz este tipo de assunto ser abordado por uma consultora de babywearing!) e ele lá andou umas quantas vezes deitado (ai o horror!!). Depois dei de caras com o grupo Babywearing Portugal e a partir daí tudo mudou!
Confesso que olhava para as “gurus” desta comunidade de babywearing, que falavam em blends e tramas, com acrónimos à mistura e sentir uma inveja tremenda por não me sentir capaz de usar todos aqueles panos lindos! Por isso usei sobretudo mochilas, cheguei a comprar um onbuhimo, mas a partir dos 18 meses, pernas para que te quero! Nunca mais quis colo!… A sua demanda de autonomia e independência fizeram com que não quisesse mais ser carregado.
Apesar de tudo, eu sempre me mantive a par das novidades, e este Pano Meu foi sem dúvida um grande aliado! Ao ler a nossa querida Elisabete, que me fazia rir a cada linha (ela não é #arrogante, tem é um sentido de humor muito especial!), aprendi muito do que sei hoje sobre panos. Por causa disso, e dela (admiro-te tanto!), estou aqui hoje a apresentar-me orgulhosamente como mais uma escritora/rewier no blog Pano Nosso!
Voltando aos panos, quando o filhote mais novo nasceu passei da teoria à prática, dei o salto no meu percurso de babywearing para os usar. Ganhei confiança e um grande à-vontade para experimentar e aquele receio de ficar embrulhada tipo múmia desapareceu porque… tudo fazia sentido!
Eu estava preparada, o meu colo, o meu calor, o meu amor… e um pano!
Primeiro usei um 1bigo elástico, a cada dia fazia melhor e mais rápido e sair com ele à rua aninhado contra o meu peito, quentinho e protegido, era (e continua a ser!) um orgulho para mim! Conseguia ser mãe destes 2 rapazes ao mesmo tempo e conseguia lidar melhor com as minhas emoções também!
Depois de experimentar o primeiro woven, fiquei viciada! Isto de panos é muito giro, mas é pior que uma droga! Queremos sempre mais, diferentes materiais, diferentes tramas, diferentes cores, diferentes tamanhos. Escolher que pano usar é pior que escolher que roupa vestir, é preciso ser o pano certo na ocasião certa. Não pode ser um qualquer, tem que ser “aquele”.
Isso é outra coisa que aprendi, os panos também têm personalidade.
Uns são jovens e brutos, outros são maduros, macios, quentes… É difícil ter só um, mas geralmente há sempre algum que nos faz suspirar mais que os outros.

review: O filho pródigo
Para mim, um desses panos chama-se Caspian. Um pano de 100% algodão egípcio penteado, com um tom azul/teal vivo. Segundo a marca (Liora Rae Wovens), estas são as cores do mar Cáspio. O padrão de ondas do mar dá-lhe profundidade e textura, e a combinação dos diferentes padrões de tecelagem dão-lhe suporte.
Quando me chegou às mãos estava como esse mesmo mar, atrevido, imprevisível e indomável. A maravilhosa Tânia Pinto (mereces muitos mais adjectivos!!) deu-mo para as mãos e disse: “usa-o!” Sentei-me em cima dele, dobrei, mexi, levei-o à praia… e usei, sim, usei muito! Foi com ele que tentei o meu primeiro ruck, uma primeira tentativa perfeita. Ali soube que mesmo ainda tendo que praticar muito, com aquele pano ia ser capaz de tudo!
No entanto, eu pude perceber que isto não é SÓ usar um pano. Assim que começamos a quebrá-lo, passamos a conhecê-lo melhor, as suas qualidades e os seus defeitos. Vemos a sua personalidade mudar, tal como neste pano a cor muda com a luz, umas vezes azul, outras vezes verde. Com o tempo, vemo-lo e sentimo-lo atingir o seu verdadeiro potencial!
Com os seus 330g/m2, o Caspian é um pano denso, mas não é um pano demasiado pesado. Definitivamente não é um pano fofo, é assim para o “flat” mesmo, mas depois de quebrado é macio e maleável e muito bom de manusear e entrapar. Tem uma boa diagonal e um bom grip que, acima de tudo, dão segurança e um suporte excelente em qualquer porte. E melhor de tudo, é um pano #easycare, óptimo para usar no verão e até levar para a praia!
Quando tive que o deixar ir, foi como despedir-me de um bom amigo sem saber quando o iria voltar a ver. Triste, agradeci-lhe todos os abraços e mimo que nos deu, todas as sestas, todo o amor que vivemos com ele.
Meses depois, comprei um novo Caspian, mais longo. Mas “o coração tem razões que a razão desconhece” e eu não o consegui usar. Não era o mesmo pano, não era o “meu” Caspian, aquele que eu vi crescer comigo!… Andei alguns meses a lutar comigo própria, algumas pessoas diziam-me “É só um pano!” mas elas não entendiam… Até que, por força de completar este texto e não deixar ninguém ficar mal no Pano Meu, em resposta a um desabafo uma amiga sugeriu: “Porque não o trocas?…” (realmente o babywearing é muito mais que panos! São as amizades – Adoro-vos!!)
E ei-lo, seis meses depois de partir, de regresso a casa, qual filho pródigo! O MEU querido, o NOSSO querido Caspian! Este ficará connosco, para nunca mais sair…

Ana Rita Oliveira

 

Today is my turn to introduce myself.

I am Ana Rita, I’m 37 (almost 38 – I guess I’m the oldest of this group!!) and I am a mother of 2 boys, a 3 year old and a 1 year old baby. My babywearing journey started while I was pregnant with my oldest, during pre-partum classes, and although the concept wasn’t totally unknown to me, it spiked my curiosity and it opened a whole new world of possibilities: to carry a baby doesn’t mean to loose freedom!

I started to carry him with a non-ergonomic carrier, a highly recommended pouch-sling (now I know how important it is that this subject is approached by a babywearing consultant!) in which I carried him laying horizontally (dreadful!!). Then I stumbled upon Babywearing Portugal group and everything changed!

I confess that I looked at these babywearing community’s “gurus”, which spoke of blends and weaving with acronyms, and I felt so jealous that I didn’t feel capable of wearing all those beautiful wraps! So I used mainly soft structured carriers, I even got to buy an onbuhimo, but since he turned 18 months, he just wanted to stand on his feet and run… His need for autonomy and independence led him to never to want to be carried again.

Despite all, I always kept in touch with the news, and this blog Pano Meu was undoubtedly a great ally! By reading our dear Elisabete, that made me laugh at every line (she’s not arrogant, she just has a very special sense of humor!), I learned a lot of what I know about wraps nowadays. Because of it, and her (I admire you a lot!!), I am here today proudly introducing myself as one of the writers of the blog Pano Nosso!

Going back to wraps, when my youngest was born I went from theory to practice, I took the leap in my babywearing journey to start wearing wraps. I was confidant and I completely at ease to try them, and the fear of getting all wrapped up like a mummy had gone because… it all made sense! I was ready, my arms, my warmth, my love… and a wrap!

I started wearing an elastic 1bigo wrap, and each day I did it better and faster, so much that going out with him cuddled against my chest, warm and safe was (and still is!) something to be proud of! I could be the mother of these 2 boys and I could also deal much better with my emotions!

After trying my first woven wrap, I got hooked! This thing about wraps is really nice, but it’s like a drug! You always want more, different blends, different weaving patterns, different colours and different sizes. To pick one wrap is harder than to choose what clothes to wear, you have to wear the right wrap in the right time. It can’t be just one, it has to be “the” one! That’s another thing I’ve learned, wraps also have personalities. Some are young and rough, others are mature, warm, delicate… It is really hard to own just one wrap, but there is usually a special one that leaves you breathless or makes your heart skip a beat.

 

review: The prodigal son

To me, one of those wraps is called Caspian. A 100% Egyptian combed cotton, with a bright blue/teal colour. According to the brand, Liora Rae Wovens, these are the colours of the Caspian sea. The waves flow in the pattern giving it depth and texture, and the different weave patterns create the support and bounce.

When it came to me it was like that same sea, bold, unpredictable and untamed! The wonderful Tânia Pinto (you deserve a lot adjectives!!) gave it to me and said: “wear it!” I sat on it, I folded, twisted and turned, took him to the beach… and yes, I wore it a lot! This was the wrap I tried my first ruck with, a perfect first atempt! Then and there, I knew that even though I still had a lot to practice, with this wrap I would be capable of anything!!

However, I could realise that it’s not JUST about wearing a wrap. As soon as we start to break it, we get to know him better, know its qualities and its flaws. We see its personality change, like the colour changes in him, sometimes blue, sometimes green! In time, we see and feel him reaching its true potential!!

With its 330gsm, Caspian is a dense wrap, but it’s not to heavy. It’s definitely not a fluffly wrap, it’s pretty much flat, but once he is fully broken in, it becomes soft and maleable, and it’s very good to use and wrap with. It has some stretch and a good grip that give security and an excellent support in any carry we try. The best of all for me, it is an easycare wrap, great to wear in the summer and even take to the beach!

When I had to let him go, it was like saying goodbye to a dear friend without knowing when I would see him again. Sad, I thanked him for all the hugs and cuddles he gave us, all the naps my baby boy slept in, all the love we lived with him holding us together.

Months later I bought myself a new Caspian, a longer one. But the heart has reasons that the mind doesn’t know and I couldn’t wear it. It wasn’t the same wrap, it wasn’t “my” Caspian, the one I saw bloom beside me!… I had been fighting with myself for a couple of months, some people told me a “-It’s just a wrap!” but they didn’t understand… Until the moment when, and since it was of the uttermost importance that I would finish this review and not let everybody down in Pano Meu, a friend suggested: “-Why don’t you trade it?…” (Babywearing is so much more than wraps! It’s the frienships – I love you girls!!)

And here he is, six months after he left, back home, like the prodigal son! MY dear Caspian, OUR dear Caspian! He will stay with us, so he may never leave again…

Ana Rita Oliveira

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