Mamaruga Zensling Brown-Mustard vs Runic

Mamaruga Zensling Brown-Mustard
vs.
Mamaruga Zensling Runic (conversão de pano)

E eis que chega a mochileira ao blog!!
Isto para quem me conhece destas andanças do babywearing vê logo que algo não bate certo aqui.
Mochileira?
Eu?
Para quem não me conhece, então aqui vai: eu sou a Susana, tenho 35 anos (36 já no próximo review), sou mãe de dois, um menino com 12 anos e uma bebé com 17 meses, e sou a amante inveterada do abraço sentido e sincero do pano woven (tecido).
Não sou aquela que experimenta os 1001 portes estupendos e habilidosos, dos acabamentos #rococos e #fancyfinish, nem tão pouco do armário cheio de novidades e #blends, tamanhos e cores.
Para mim o babywearing é fascinante de uma forma multidimensional, mas o lugar que ocupa no meu coração (e na minha vida) é como aquele amor que já faz parte de nós: nem questionamos mais a sua importância (que por vezes até esquecemos de mimar), com quem extravasamos todas as alegrias e (infelizmente) preocupações.
Na azáfama do dia-a-dia, o babywearing está lá e mesmo quando tudo parece que falha (incluindo o nosso porte de eleição), é o amigo que tem sempre uma lição para nós.
E é um mundo de desafios também, de aprendizagens, que nos lembra sempre que a humildade e a modéstia não devem ser esquecidas nunca (sim, também falho muitas vezes, mas lá está ele para me lembrar).
Carrego a minha bebé desde que nasceu, por isso as adaptações foram acontecendo naturalmente.
Carregar um recém-nascido está longe de ser o mesmo que carregar um (mini) #toddler, e ainda não apareceu mochila nenhuma que me convença tanto quanto o mais básico dos panos woven.
Entrapar é algo que já incorporei, que o meu corpo vive por si mesmo.
Usar uma mochila é altamente high-tech para mim, que sou uma naba das tecnologias.
Comprei o meu primeiro pano ainda grávida, porque o queria utilizar como #rebozo durante o trabalho de parto. Aquele que comprei julgando ser o único pano que teria a vida toda (ingéeeenua!), que escolhi no site da loja pelo padrão e tamanho que me pareceu mais apetecíveis sem sequer fazer uma busca intensa. Quando chegou revelou-se uma grande desilusão. Toque seco, rude, duro (por quebrar, escusado será dizer). Acabei depois por comprar um sling de argolas numa dessas lojas em segunda mão só porque estava ali, acho que até estava à minha espera, de uma “marca” conhecida, de confiança, mas eu que não pescava nada de nada não tinha noção que era dos mais difíceis de manusear.
Com estas duas belas peças passei os primeiros meses de vida da bebé.
E “vivas” a mim que consegui domar ambos! E que bom foi!
Doces recordações sensoriais que o meu corpo guardará a vida toda (santo babywearing que salva vidas).
O pano agora sei que nem era tarefa árdua, já aquele sling de argolas… ai ai…
Bom, o caminho foi-se fazendo, as necessidades mudaram e comprei um mei tai e posteriormente uma mochila (aquela que ainda é hoje a minha preferida, a minha mais confortável). Mas não é dessa que hoje venho falar (ficará para uma próxima review). Enfim, no meio disto tudo vim cá parar ao blog falar de mochilas por isso mesmo, porque não há mochila que me convença facilmente, nem pela qual me deixe levar facilmente, não é querida Elisabete Muga?
Eu sou aquela que faz sempre “nheee” quando vê uma mochila nova, que pega nela como se de um “ovo oleado” se tratasse, que fica com cara-de-pau quando ganha uma mochila em sorteio (true story, shame on me)…
É que tenho ombros sensíveis.
Tenho pneuzinhos na barriga e ao mesmo tempo costelas à mostra.
Sou roda 21 (155 cm) … caramba… não é fácil ajustar algo que já está pré-formatado e cheio de fivelas… Mas vamos lá então meter as mãos no barro que é para isso que aqui estamos.

zensling_01.jpg
review:
Pêra doce, das mais parecidas com um pano

Sim, foi o que acabei de dizer.
Estas mochilas da Mamaruga, uma marca que cada vez admiro mais, uma novidade neste nosso país à beira mar plantado, que pude experimentar graças à agilidade de duas super-mães-carregadeiras-aventureiras, a Ana Rita Oliveira e a Raquel Caldeira (obrigada, mulheres), são as mochilinhas que já experimentei que senti mais se assemelhar ao abraço que um pano dá.
A grande diferença entre elas é o tecido que as compõe.
A Zensling Brown-Mustard é feita em 96% algodão e 4% lycra, é uma malha. Aquela que comummente chamamos de pano elástico (para quem não sabe a diferença, pode ver aqui). Uma malha bem robusta e com bom suporte, em comparação com outras “malhas” para babywearing.
A Zensling wrap conversion Runic é, tal como o nome indica, feita de conversão de pano woven, (o Runic da Mamaruga), 100% algodão penteado.

zensling_02.jpg

Mal toquei nesta mochila a reacção foi de “ohhhh” toque suave, maravilha.
A estrutura, o tamanho e os ajustes são iguais nas duas mochilas.
De alças largas, que podemos abrir ou fechar mais, consoante gostemos menos ou mais de manguinhas, podemos usar cruzadas ou paralelas.
Cruzadas quase que lembram um mei tai.
Usei ambas as mochilas com a minha bebé, já com +12kg e 83cm. Bebé grande, portanto. Não é de admirar, pois, que me pareceu mais confortável para uso continuado a Runic, por ser conversão de pano woven, cedendo menos ao peso.
Ainda assim, achei as duas bastante confortáveis, apesar de sentir maior sobrecarga nos ombros mais cedo com a Brown-Mustard do que com a Runic.
Ao contrário de alças almofadadas que podem dar uma sensação mais “estranha” no cruzado às costas, a Zensling proporciona-nos mais a “sensação de pano” nas costas, o aconchego, o ajuste e ainda maior área de suporte de peso.
Em relação à estrutura da própria mochila, pareceu-me simples de ajustar, intuitiva como tão aprecio, sem berliques e berloques que me fazem desdenhar de algumas mochilas.
Fechos grandes, tanto na cintura como nas alças, que mais facilmente se encontram, e que têm a vantagem de regular em duas direcções.
O painel ajusta em altura com fivelas, algo que aprecio nas mochilas (também: dispenso fios pendurados, porque geralmente implicam tecido repuxado, com tendência a ficar distribuído de forma díspar). Em largura o painel ajusta sem velcros, fechos nem fios. Abrimos ou fechamos o painel e o peso da criança e fivelas de altura situadas na base do painel que ajudam a manter a posição das pernas do bebé, ajudam a fixar o ajuste em largura. O painel ajusta no próprio cinto.

zensling_03.jpg

E aqui começam os senãos destas mochilas… Pois é, nem tudo é perfeito.
A mochila parece que nem tem cinto, é tudo tecido, com uma costura ao meio para regular o painel; ou seja, sentar uma bebé de 12kg naquele tecido (que já é cinto, uma costura depois) é sentar a bebé no cinto!! Não há como a sentar bem no painel.
Ainda assim, e como todo o senão tem uma bela, eu virei o cinto para dentro, entre a minha barriga e a pelve da bebé e então aí sim, ela ficou mesmo sentada no painel mas de uma forma confortável, com o cinto revirado, o que ajudou inclusivamente a manter a posição “agachada”.
E surpreendentemente, uma mochila “sem cinto” tornou-se mais confortável que algumas mochilas com cinto, aqui para a meia-leca com barriga.
Do que não gostei mesmo nesta mochila?
De a colocar às costas!
Grande ginástica!
As tais alças que tão confortavelmente se usam cruzadas, usam-se paralelas com uma fivela que vem junto com a mochila mas que não faz parte da mochila. Ora bem, eu distraída como sou teria que comprar uma caixinha com 10 fivelas extra… e mesmo assim acho que as perdia a todas… oooops!
Uma vez que é uma mochila mais “soft” e eu tenho um bebé peso pesado, colocar às costas não foi tarefa fácil.
Para usar às costas dá também cruzando ou entrelaçando as alças, mas honestamente não me pareceu solução para nós (importante dizer que a minha doce filha vira polvo para ser colocada às costas).
No geral, adorei a sensação de conforto que estas mochilas nos proporcionam, e o design, as cores (mesmo o mostarda/castanho, adoro!), o padrão Runic. A ter em atenção, para quem já tem um bebé grande e está a começar nas mochilas não me parece uma solução tão duradoura, até pela largura máxima do painel (em altura parece bem ajustável, tanto a bebés pequenos como grandes).
Para quem gosta de mochila pela robustez e o apetrecho, esqueçam lá isso que esta não é mochila para vocês!
Esta mochila é sencilla, prática, doce.
Para bebés pequenos ou iniciantes no babywearing intuo ser uma boa aposta, fácil de usar e que deixa os mais pequeninos “bem” sentados (e antes de terminar, o meu muito obrigada desde já às mães de pikis que me aturaram com a Zensling e a experimentaram a meu pedido).
zensling_04.jpg

 

Mamaruga Brown-Mustard Zensling
vs.
Mamaruga Runic Zensling (wrap conversion)

Here comes the ssc (aka soft structured carrier) mama of the blog!!
All the ones who know me from this babywearing life see that something is not right!
SSCs? Me?
To those who don’t know me, then here goes: I’m Susana, I’m 35 (36 by my next review), I’m a mother of two, a 12 years old boy and a 17mo baby girl, and I am the never-ending lover of the honest and heartfelt embrace of the woven wrap.
I am not the one that tries the 1001 amazing and skillful carries, of the fancy pretty finishes #rococos #fancyfinish, neither do I have the closet full of the latest news’ wraps, #blends, sizes and colours.
To me babywearing is fascinating in a multidimensional way, but the place it takes in my heart (and my life) is like that love that is part of us: we don’t question its importance (that sometimes we forget to cherish), but he’s the one we share our joys and (sadly) concerns with.
In our daily routine, babywearing is right there and even when all seems to fail (including our favorite carry), he’s the friend that always has a lesson for us. And it’s a world of challenges too, of learning, that always reminds us that humility and modesty must never be forgotten (yes, I fail a lot too, but he’s there to remind me).
I carry my baby since she was born, so the adaptations occurred naturally. To carry a newborn is nowhere near the same than to carry a (mini) #toddler, and there still isn’t an ssc that convinces me as much as the basic woven wrap.
To wrap is something that I’ve incorporated, that my body lives by itself. To use an ssc is very much high-tech for me, that I’m a complete technology dummy (#techfordummies).
I bought my first wrap while I was pregnant, since I wanted to use it as #rebozo during labor. The one I bought thinking it would be the only wrap I would have in my life (boy, was I nahive!!), that I chose online more because of the pattern and size than anything else, turned out to be a big disappointment: rough, hard and dry to the touch (unbroken, evidently). I ended up buying a ringsling in one of those second hand shops just because it was there, waiting for me I guess, from a well known reliable brand. I knew nothing about ring slings and I had no idea how hard they were to handle. I’ve spent the first months of my baby’s life with these 2 wonderful pieces (not!), and “hurray” for me for being able to tame both! It was great!! Sweet sensory memories that my body will keep forever (holly babywearing saving lives!!). The wrap I know now wasn’t even that hard of a task, but that ring sling… ouch!
Well, we made our path, our needs changed and I got a mei-dai and later an ssc carrier (the one that is still my favorite, my most comfortable one). But that is not the one I’m here talking about (it will wait until for another review). Finally, in the middle of all of this, I ended up joining the blog to talk about ssc carriers for that same reason, because I’m not easily convinced, isn’t dear Elisabete Muga?
I’m the one that always does “nheee” when a new ssc arrives, that holds it like it’s a “sleepery oiled egg”, that gets a poker face when wins an ssc in a dip (true story, shame on me)…
I have picky shoulders. I have two fat tires in my belly and my ribcage showing at the same time. I’m wheel 21 (155 cm) … man… It’s not easy to adjust something that is already pre-formatted and full of buckles… But let’s get down and dirty cause that’s what we’re here for!
zensling_05.jpg

 

review: Sweet pear, the closest thing to a wrap

Yep, that’s what I just said.
These Mamaruga carriers, a brand that I admire more and more, somewhat new to our sunny shores country, that I was able to try thanks to the agility of 2 super-adventurous-babywearing-moms, Ana Rita Oliveira and Raquel Caldeira (thank you ladies!), are the ones that I have tried that resemble the most to the embrace of a woven wrap.
The big difference between them is the fabric they are made of. The Brown-Mustard Zensling is made in 96% cotton 4% lycra, which is an elastic fiber. It’s the fabric used in what we usually call stretchy wrap (if you don’t know the difference, you can see it here). This is quite robust and very supportive, comparing to other babywearing stretchy fabrics.
The Runic Zensling wrap conversion is, like the name says, made from a 100% combed cotton design woven wrap (Runic, from Mamaruga). As soon as I touched this carrier, the reaction was “ohhhh”… smooth wonderful touch.
zensling_06.jpg
The structure, size and adjustments are the same in both carriers. With wide padded, spreadable shoulder straps, we can used them open or not depending on how much we like sleeves, with the straps crossed or parallel. Crossed they almost resemble a mei-dai.
I used both carriers with my baby, already over 12kg e 83cm. A big baby, therefore. It’s no surprise that the Runic Zensling felt more comfortable for a more continuous use, since it’s a woven wrap conversion that doesn’t give into the weight as much. Still, both are quite comfortable, even though I felt a higher overload on my shoulders with the Brown-Mustard than with the Runic.
Unlike the normal padded straps that can feel a bit awkward on our back, the Zensling gives us a “wrap feel” like sensation in the back, the warmth, the fit and the larger weight bearing area. When it comes to the structure of the carrier itself, it felt really easy to adjust, intuitive as I much appreciate, without the trinkets that make me scorn of some sscs. It has large buckles, in the waist and in the straps, that are easily found, and that have the advantage of being adjustable in both directions.
The panel is adjustable in height with buckles, something I appreciate in sscs (I dislike loose strings because they usually imply pulled fabric, with tendency to be unevenly distributed). In width, the panel adjusts without velcro’s, buckles or strings, on the waistband itself. The bottom section on the waistband can be opened or closed, and the weight of the baby and the buckles on the bottom of the panel help to make a perfect knee to knee position and to fix it in width.
And here starts the downside of these carriers… Well, not everything is perfect!
The Zensling almost feels like it doesn’t have a waistband, it’s all fabric, with a suture in the middle to regulate the panel; meaning, to sit a 12kg baby in that fabric (that is a belt after the suture), is like sitting the baby on the belt!! There is no way to sit her properly in the panel.
But still, like all the downsides have one upside, I turned the belt to the inside, between my stomach and the baby’s pelvis, and then yes, she was actually sat on the panel but in a comfortable way, with the belt turned, which inclusively helped to keep the “squat” position. And surprisingly, a “beltless” carrier became more comfortable than a lot of carriers with belt, for this short bellied girl.
What I really didn’t like about this ssc? To put it on my back!
Big gymnastics there!
The same straps that are so comfortable when you wear them crossed in the front carry, are worn parallel with a small buckle belt (back carry) that comes with the carrier but is not part of it. Well, distracted as I am, I would have to buy a whole box of 10 of these extra buckle belts… and probably I would still lose them all… oooops!
Since this is a “softer” carrier and I have a heavy weight baby, to put her on my back wasn’t an easy task. For the back carry you can also cross or intertwine the shoulder straps, but honestly that didn’t seem to be the solution for us (it’s important to say that my sweet child turns into an octopus when I want to put her on my back).
Overall, I loved the feeling of comfort that both theses sscs give us, the design, the colors (even the yellow/mustard, love it!), the Runic pattern. Attention to those that have a big baby already and are starting to carry in sscs these don’t seem to be such a long-term solution, considering the width of the panel as well (in height it looks to be more adjustable, either with small or big babies.
For those who like sscs for being robust and full of trinkets, forget about it, this carrier is not for you! This is a simple, practical sweet carrier. For smaller babies and for babywearing beginners I believe it’s a good bet, really easy to use and that leaves the babies well seated (before I finish, my big thank you to the moms of those tiny little babies that put up with me and tried the Zensling at my request!).

zensling_07.jpg

 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s