Babywearing no Mundo

A realidade austríaca vs a realidade portuguesa por Catarina Teles

Olá a todas!
Eu sei que não sou a vossa típica escritora e nem estou aqui para vos instruir em coisas que possivelmente a maioria já sabe mas desde que, a nossa mais que (bô)tudo Elisabete Muga me pediu para colaborar (à largos meses – sim, eu sei, shame on me por demorar tanto tempo a escrever um artigo), tinha em mente escrever algo acerca da realidade austríaca. Por isso, bora falar de realidades diferentes dentro da União Europeia?
Apesar de ser consultora física aqui em Viena (Áustria), o meu público alvo, é somente a população expatriada/estrangeira, isto porque percebi logo, que o mercado já estava completamente saturado com consultoras. Basta sairmos à rua e prestarmos atenção: todas têm um carrinho e todas têm pelo menos UM porta bebés. O carrinho dá imenso jeito para ir às compras ou levar coisas para as aulas de natação, etc, até porque aqui os transportes são de facto dos melhores que a Europa tem (também pago um balúrdio de impostos e vejo-os a serem bem empregues). Mas então porque é que têm o porta bebés perguntam vocês? Porque aqui, sabem que é uma ferramenta espectacular no pós-parto. E a sabe, de facto, os benefícios de carregar bebés. Aqui é tão, mas tão comum, vermos uma mãe ou um pai (aqui existem imensos pais carregadeiros também), com um bebé num porta bebés (sendo ele mei tai, mochila ou pano. Sling de argolas, confesso que não se vê muito). Quando uma pessoa engravida, tem a tendência para ver o que a malta usa e nada melhor do que ver na rua. Lembro-me que, quando foi connosco, andámos a ver qual era a marca de eleição da malta em relação aos carrinhos de bebés (mas quando vimos a marca e o preço decidimos correr para o lado oposto) por isso acredito piamente que a maioria veja e pense imediatamente: eu preciso de um porta bebés e onde se vai – centros para pais e crianças, pediatras, clínicas de ginecologia/obstetrícia, com doulas, parteiras, etc – também encontramos flyers de consultoras, informação a brotar como ervas daninhas. Em qualquer clinica de “nascimento” encontramos na equipa todos os profissionais de saúde, doulas, consultoras de babywearing, consultoras de aleitamento, etc por isso creio que também haverá, logo à partida, uma maior predisposição em aceitar. Ver também os pais a carregar é um mimo e sejamos realistas, quão sexy é ver um pai a carregar a sua própria cria? Eu pelo menos derreto-me logo.
Em Portugal vejo uma diferença abismal de há 3 anos para cá. O babywearing ainda era recente, os grupos de facebook eram limitados, consultoras era contá-las pelos dedos das mãos, as pessoas ainda não sabiam muito bem qual era o objectivo mas as coisas foram-se alterando e pouco a pouco, vejo a mentalidade portuguesa a ser cada vez mais parecida à austríaca. Contudo, ainda existem muitos “bitaites” dos mais velhos (ou até de alguns profissionais de saúde, infelizmente) de que os bebés estão bem é longe das mães/pais, estão tão bem no quentinho das duas caminhas/alcofas, etc. Mas a maioria de nós sabe o que isso e um bocado contra natura. Assim que um bebé é agarrado ao colo fica automaticamente mais calmo, basta abanar um bocado (gentilmente) que rapidamente deixamos de ter um bebé irritado e a chorar desalmadamente para um bebé mais receptivo. Logo, porque não usufruir duma ferramenta (seja ergonómica ou não) onde sabemos que os nossos bebes se acalmam rapidamente enquanto enchemos uma máquina de roupa, ou enquanto vamos passear o cão à rua? E os benefícios a nível de desenvolvimento cerebral? Ui… mas acho que irei deixar isso para outro artigo (mas só se gostarem deste hehehe).

Beijinhos,
Catarina

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