Feedback

Feedback – o que é, e o que não é (ou não deve ser)

No mundo do Babywearing, rapidamente percebemos que, ao longo da primeira infância do nosso bebé (nascença-3 anos), ou mesmo para além, frequentemente um carregador não é adequado a todos os períodos de vida do bebé, ou a todas as ocasiões em que iremos carregar, ou a todas as pessoas que o carregam (mãe prefere pano, pai prefere mochila, avó ring sling, etc.). Por outro lado, adquirir um carregador novo, à marca ou numa loja, pode-se revelar um pouco caro (ou mesmo muito caro…), mesmo em promoção. Existe ainda a hipótese de precisarmos de um carregador específico durante um período circunscrito (preciso de um pano cor champanhe para combinar com o vestido xpto que vou usar naquele casamento/de um sling de água para ir de férias/de uma mochila para usar no aeroporto…).

Ora, numa comunidade de milhares de utilizador@s no mundo inteiro, onde rapidamente podemos pertencer a dezenas de grupos de Facebook de diferentes marcas, podemos sentir-nos tentad@s a comprar um artigo usado, ou trocar um artigo (definitiva ou temporariamente) ou apenas emprestar/receber emprestado um pano/mochila/rs/…

Muito bem, se somos tant@s, como podemos saber que não estamos a receber gato por lebre? Que não estamos a pagar demais pelo artigo? Que o carregador está em perfeitas condições e, não só, vale o que pagámos e não coloca em risco o transporte com segurança do nosso bebé? Que a pessoa a quem vamos vender ou comprar é de confiança e cumprirá o acordado no negócio? (Podemos ir mais longe, quem nunca fez um mau negócio noutro grupo do Facebook ou no OLX, etc.?)

Para isso existe o feedback. Por cá, mais rotineiramente usamos o Trapos e Trapinhos ( link https://www.facebook.com/groups/traposetrapinhos/) e o HE Babywearing Feedback Collaborative (link https://www.facebook.com/groups/HEBabywearingFeedbackCollaborative/ ). Ambos os grupos têm tutorial, no qual explicam o seu modus operandi. O HEBFC quase que exige um doutoramento para perceber como funciona, mas acreditem que vale bem a pena quando fazemos negócio com pessoas do mundo inteiro. Ele é muito extenso e congrega vários grupos de b/s/t (buy/sell/trade). Tipicamente é só para artigos HE (>150€, mas se pusermos lá referência àquele Didymos ou Oscha acho que ninguém vai ficar muito ofendid@).

Nenhum deles tem poder legal para fazer sanar um mau negócio, mas ambos permitem, se necessário, rastrear um/a má/u vendedor/a, de forma a que, quem lhes quer comprar algo, saiba que aquele negócio pode não correr como esperado.

Então em que é que isto é inovador face a outros grupos de venda?

1. Sites de feedback não são sites de venda. São “apenas” sites de Feedback. 2. Quem deixa o seu feedback sobre uma transacção identifica vendedor/a / comprador/a, como correu a negociação e o resultado final. Exemplo:

  • E. M. a D. comprou-me um sling de argolas. foi rapida a decidir e pagar. recomendo.
  • G. K. A D. comprou várias coisas. Sempre decidiu rápido e cumpriu a sua palavra. Recomendo.

(PS. Estes excertos estão disponíveis na íntegra para toda a gente que pertença ao grupo)

H. G. I did trade a rs vs. a wrap with L. through Luluna Babywearing Love – Always close to the heart B/S/T and Chat. She is so kind. The wrap I did send to her had a stain I did miss in my check before shipping. She check the rs rigth after getting it and there was no doubt about the stain was from me. We found a solution that made both of us happy. The wrap I got was in great condition really lovely. Would bst with her again anytime. Thank you L. for being so kind ❤️ I hope you get a lot of joy wearing with your rs. 💖

(PS. Estes excertos estão disponíveis na íntegra para toda a gente que pertença ao grupo)

Neste segundo exemplo, podem ver que a pessoa detalhou bastante a negociação. É bom lermos feedbacks assim, pois sentimos mais confiança, mas na realidade, se não houver muito a dizer sobre o negócio, foi tudo muito rápido e eficiente, não é necessário dourar a pílula. Só não é fixe escrevermos feedbacks sobre pessoas quando, na realidade, nunca fizemos negócio com a pessoa, é nossa amiga ou conhecida, ouve a mesma música que nós, é fixe para ir para os copos, mas na realidade não sabemos como cuida os seus artigos, como (se?) lava/higieniza os carregadores, se verifica como estão os artigos quando anuncia e imediatamente antes de enviar, para garantir que tudo está em condições…

Se estamos num grupo, nacional ou internacional, e estamos a ver um negócio que parece bom, “mas”… a pessoa não tem feedback em lado nenhum, o que fazer?

– perguntar se a pessoa tem feedback (pode ter e não o ter publicitado);

– pedir muitas fotos, pormenores, …;

– pedir a opinião a outras amigas carregadeiras, à nossa consultora, …;

– confiar no nosso instinto (ou não confiar).

Como já fiz um negócio assim e não correu lá muito bem, sinceramente, eu não compraria novamente a alguém que não tenha feedback e não recomendo. Não denunciei nem reclamei, como, reclamar do quê? A pessoa não apregoou nada que eu pudesse rebater! Eu negociei o valor, ela aceitou, eu paguei, ela enviou, o negócio realizou-se correctamente! Mas o pano não prestava, nunca o consegui usar, nem o consigo usar, nem sequer pensar em transformá-lo noutro tipo de artigo, nem pôr a reciclar (obviamente, sequer pensar em revender). Ganhei muito com esta transação! Aprendi a reflectir melhor sobre o que comprar e a quem… Conversar com pessoas entendidas antes, para perceber se o carregador se adequa a mim e ao meu bebé, nomeadamente com a minha consultora-madrinha e as minhas consultoras amigas e as amigas não consultoras mas entendidas.

Babywearing é comunidade, a comunidade construímo-la tod@s, fazê-la segura depende de todos nós, eu considero que um bom negócio tem consulta e depois redacção de feedback, o que nos ajuda a reforçar este sentido de comunidade!

Um conselho de mãe de dois e psicóloga: sejam cordiais e pacientes, claras mas não totós. Lembrem-se que muitas vezes, como mães ainda em puerpério estamos com as hormonas à flor da pele e reagimos com demasiada intensidade, o que escrevemos na internet pode parecer demasiado “bruto”, às vezes um mero questionar com calma faz toda a diferença. Outras vezes, desculpa esfarrapada em cima de desculpa esfarrapada já é abusar da sorte, e na verdade aquele negócio não se vai realizar, mais vale clarificar (“sei que tens andado com o teu bebé doente e não é nada fácil, mas precisava de saber se ainda estás interessada em comprar o meu pano”, que é diferente de “então, temos negócio ou não?”) e seguir em frente. Sejam colaborantes, mas não se prejudiquem.

Bons colos 😉

Este artigo não obedece ao Acordo Ortográfico. Eu também não 😉

Texto por Flávia Campos

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